Para quem ainda não leu: "A menina que roubava livros".

     



     Numa Alemanha Nazista, onde pessoas a cada dia morrem, muitas das vezes sem saber o que acontece ao redor. Liesel Meminger, ainda criança, é destinada a uma história de dores, perdas e esperança. Com um judeu, uma menina, e a Morte como narradora, Markus Zusak, 39, autor do livro “A menina que roubava livros”, 2005, “A garota que eu quero”, 2001, entre outros,  escreve com autonomia uma história de enredo forte e precisão histórica, sem deixar todas as características de um bom romance de lado .
     Acho que ficou mais do que claro no parágrafo acima que eu realmente indico o livro “A menina que livros”. São tantas coisas que gosto nele, que até fica difícil partir de algum pressuposto. Acho que vou começar pelo começo.
    Dentre os livros que já havia lido, foi a primeira vez em que vi o narrador entregar todo o enredo no prólogo. A Morte, narradora, é detentora do livro que conta a história da “Menina que Roubava Livros”, ao contrário do que muitos pensam a Morte não gosta de mistérios, e o fato dela revelar tantos acontecimentos previamente, só te aguça mais a curiosidade em saber como ocorreram as coisa com a pequena Liesel, de apenas 9 anos.
     Me permitam confessar que este livro mexeu muito comigo. Quando disse que a história era forte, não se trata de carnificina ou sangue sendo descritos, o que não acontece, se trata de saber que todas as coisas ali retratadas de forma concisa, são acontecimentos que justificam o destino de muitos cidadãos do mundo pós 2ª Guerra. E por mais que nos seja dado conhecimento sobre guerras na escola, tudo é muito superficial e se detém a números e acordos entre países. Quando temos algum tipo de aprofundamento pela visão de um ser humano detentor de sentimentos iguais aos nossos, que realmente pode ter existido, ainda que na pele de outro ser, e que viveu sua infância e adolescência dentro de um ambiente inóspito, é como se todo o peso sentido pelo personagem fosse descarregado sobre nossos ombros, e por um momento nós podemos imaginar a dor daquele que passou por tantos sofrimentos na vida sem ao menos merecer.


Aos que gostam de histórias relacionadas a sociedade Nazista, o livro pode ser um tanto esclarecedor quanto a alguns costumes e situações que a população alemã era submetida. Aos que gostam de livros que emocionem, “A menina que roubava livros” cumpre bem esse quesito. E aos que gostam de um bom enredo e de uma história de narrativa bem articulada, o livro não decepciona.
Se você já leu o livro, comenta aqui em baixo tua opinião, e aos que não leram, podem ler que vocês não vão se decepcionar. Até o próximo post.



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